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Região

Polícia investiga se sequestro de PM da reserva na região foi ação encomendada

O policial da reserva reagiu ao sequestro e matou um criminoso em São José do Cerrito. Polícia investiga se crime foi encomendado.

Éder Luiz

Éder Luiz

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A Polícia Civil de Santa Catarina deu início a uma investigação complexa para descobrir quem estaria por trás de uma suposta ordem de execução contra um policial militar da reserva, de 42 anos. O oficial, que trabalhava como motorista de aplicativo, foi sequestrado na noite desta quarta-feira (1º) durante uma corrida que partia de Anita Garibaldi com destino a Zortéa. O caso tomou um rumo dramático em São José do Cerrito, quando a vítima conseguiu se libertar e matar um dos agressores em legítima defesa.

De acordo com o relatório do 6º Batalhão de Polícia Militar, o crime foi marcado por extrema frieza. Após renderem o policial com um golpe de “mata-leão” em Campo Belo do Sul, os três criminosos o amarraram e o mantiveram em cárcere privado. Durante o trajeto, os bandidos teriam afirmado explicitamente que o policial seria executado e que a ação teria sido “encomendada” mediante pagamento. A informação acendeu o alerta das autoridades, que agora buscam identificar se há um mandante e qual seria a motivação para o crime.

A Reação e a Prisão

O desfecho da ocorrência aconteceu nas proximidades de Cerrito. Em um momento de distração dos criminosos, o policial militar conseguiu se desvencilhar das cordas e, utilizando sua experiência tática, reagiu à ameaça iminente. Ele disparou contra um dos autores, que morreu no local. Os outros dois comparsas fugiram para uma área de mata densa, mas a liberdade durou pouco.

Após uma intensa mobilização da PM, que contou com o apoio do Pelotão de Patrulhamento Tático (PPT), agência de inteligência e o uso de drones, os dois fugitivos foram localizados. Eles estavam escondidos atrás de um veículo em uma residência na Rua Theodoro Corrêa Mello. A dupla foi presa em flagrante e encaminhada para a Delegacia de Polícia Civil, onde o reconhecimento foi confirmado.

Investigação em curso

A arma utilizada pelo policial foi apreendida para perícia, e a vítima foi liberada ainda no local após a constatação inicial de legítima defesa. Agora, o foco do inquérito policial se volta para os celulares apreendidos e o depoimento dos dois sobreviventes. A Polícia Civil quer confirmar se a história da “morte encomendada” era uma tática de intimidação dos bandidos ou se, de fato, existe uma rede criminosa ou um desafeto pessoal que pagou pela vida do oficial da reserva.


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